Atendimento de emergência em infartos é imprescindível
Infarto: tempo é vida
O atendimento de emergência, em locais de grande circulação, só deve
ser feito por uma equipe treinada e com o suporte de um desfibrilador.
Imprescindível para uma vítima de ataque cardíaco é a velocidade com
que ocorre o atendimento médico. Depois do primeiro sinal, a
probabilidade de sobrevivência cai 10% a cada minuto que se passa.
Conforme o Dr. Miguel Moretti, chefe do Pronto Socorro e Unidade
Coronariana do Hospital Bandeirantes e assistente-doutor do Incor a
principal complicação do infarto é a parada cardíaca.
“Ela ocorre em geral antes do paciente chegar ao hospital e muitas
vezes é o primeiro sinal de infarto. Nesse caso devem ser iniciadas as
manobras de ressuscitação cardiopulmonar o mais rápido possível, em até 3
minutos”, explica o cardiologista. O médico orienta que dentre as
manobras de ressuscitação um dos procedimentos mais efetivo é a
desfibrilação ventricular – choque com um desfibrilador.
“Em locais de grande circulação é necessária à presença de um
desfibrilador e de uma equipe treinada para utilizá-lo e também para
realizar as manobras de ressuscitação, até a chegada do serviço
especializado”. A Lei n° 13.945, de 2005, alterada pela Lei de n°
14.621, de 2007, obriga a existência de um desfibrilador cardíaco em
locais com circulação média diária de 1,5 mil pessoas ou mais.
Entretanto, a realidade é diferente do que se mostra ideal: são poucos
os estabelecimentos que contêm o equipamento e dispõem de equipes
qualificadas para utilizá-lo.
Instituições de ensino, estações de metrô, estádios de futebol,
supermercados, shopping centers, aeroportos, hotéis e centros
empresariais estão entre os locais que devem estar adequadamente
preparados para esse tipo de acontecimento. De acordo com a lei, pelo
menos 30% dos funcionários desses locais devem estar aptos para prestar o
atendimento de emergência por meio de curso ministrado por entidades
credenciadas ao Conselho Nacional de Ressuscitação.
O Dr. Moretti ainda explica que “os funcionários devem ser treinados segundo protocolos de treinamento definidos e ministrados por sociedades médicas ou oficiais como, por exemplo, o Corpo de Bombeiros. Depende de cada protocolo a contemplação de profissionais da saúde ou não”.
O Dr. Moretti ainda explica que “os funcionários devem ser treinados segundo protocolos de treinamento definidos e ministrados por sociedades médicas ou oficiais como, por exemplo, o Corpo de Bombeiros. Depende de cada protocolo a contemplação de profissionais da saúde ou não”.
A população também deve estar alerta sobre os riscos de infarto. A
SBHCI – Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia
Intervencionista – e a SBC Sociedade Brasileira de Cardiologia –
uniram-se para promover a Campanha Coração Alerta. Segundo o presidente
da SBHCI, Dr. Marcelo Queiroga, o engajamento de todos é essencial para
disseminar orientação à sociedade. “Grandes empresas que têm
responsabilidade social podem e devem se juntar a nós. Essa é uma causa
para todos”.
O principal risco de infarto é a falta de informação. “Muitas vezes
as manifestações clínicas confundem os pacientes, fazendo com que
busquem outros especialistas. A Campanha Coração Alerta orienta a
população sobre os principais sintomas de doenças cardíacas. O infarto
pode acontecer mesmo em pacientes fora das faixas de risco”, salienta o
Dr. Queiroga.
Fonte: /blogger.g?blogID=1432189983371801417#editor/target=post;postID=4422433575739158980
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