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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

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Atendimento de emergência em infartos é imprescindível


Infarto: tempo é vida
O atendimento de emergência, em locais de grande circulação, só deve ser feito por uma equipe treinada e com o suporte de um desfibrilador.
Imprescindível para uma vítima de ataque cardíaco é a velocidade com que ocorre o atendimento médico. Depois do primeiro sinal, a probabilidade de sobrevivência cai 10% a cada minuto que se passa. Conforme o Dr. Miguel Moretti, chefe do Pronto Socorro e Unidade Coronariana do Hospital Bandeirantes e assistente-doutor do Incor a principal complicação do infarto é a parada cardíaca.
“Ela ocorre em geral antes do paciente chegar ao hospital e muitas vezes é o primeiro sinal de infarto. Nesse caso devem ser iniciadas as manobras de ressuscitação cardiopulmonar o mais rápido possível, em até 3 minutos”, explica o cardiologista. O médico orienta que dentre as manobras de ressuscitação um dos procedimentos mais efetivo é a desfibrilação ventricular – choque com um desfibrilador.
“Em locais de grande circulação é necessária à presença de um desfibrilador e de uma equipe treinada para utilizá-lo e também para realizar as manobras de ressuscitação, até a chegada do serviço especializado”. A Lei n° 13.945, de 2005, alterada pela Lei de n° 14.621, de 2007, obriga a existência de um desfibrilador cardíaco em locais com circulação média diária de 1,5 mil pessoas ou mais. Entretanto, a realidade é diferente do que se mostra ideal: são poucos os estabelecimentos que contêm o equipamento e dispõem de equipes qualificadas para utilizá-lo.
Instituições de ensino, estações de metrô, estádios de futebol, supermercados, shopping centers, aeroportos, hotéis e centros empresariais estão entre os locais que devem estar adequadamente preparados para esse tipo de acontecimento. De acordo com a lei, pelo menos 30% dos funcionários desses locais devem estar aptos para prestar o atendimento de emergência por meio de curso ministrado por entidades credenciadas ao Conselho Nacional de Ressuscitação.
O Dr. Moretti ainda explica que “os funcionários devem ser treinados segundo protocolos de treinamento definidos e ministrados por sociedades médicas ou oficiais como, por exemplo, o Corpo de Bombeiros. Depende de cada protocolo a contemplação de profissionais da saúde ou não”.
A população também deve estar alerta sobre os riscos de infarto. A SBHCI – Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista – e a SBC Sociedade Brasileira de Cardiologia – uniram-se para promover a Campanha Coração Alerta. Segundo o presidente da SBHCI, Dr. Marcelo Queiroga, o engajamento de todos é essencial para disseminar orientação à sociedade. “Grandes empresas que têm responsabilidade social podem e devem se juntar a nós. Essa é uma causa para todos”.
O principal risco de infarto é a falta de informação. “Muitas vezes as manifestações clínicas confundem os pacientes, fazendo com que busquem outros especialistas. A Campanha Coração Alerta orienta a população sobre os principais sintomas de doenças cardíacas. O infarto pode acontecer mesmo em pacientes fora das faixas de risco”, salienta o Dr. Queiroga.
Fonte: /blogger.g?blogID=1432189983371801417#editor/target=post;postID=4422433575739158980

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